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10 de mai. de 2011

day #16- A música que ouves quando estás triste.


Bruno Mars – Just the way you are

«(...) When I see your face
There's not a thing that I would change
Cause you're amazing
Just the way you are
And when you smile,
The whole world stops and stares for a while
Cause girl you're amazing
Just the way you are

Her lips, her lips
I could kiss them all day if she'd let me
Her laugh, her laugh
She hates but I think it's so sexy (...)»

Amo <3

22 de mar. de 2011

#30 LETTER TO YOUR REFLECTION IN THE MIRROR

Querido reflexo,

«Eu sou feita de sonhos interrompidos, detalhes despercebidos, amores mal resolvidos. Sou feita de choros sem ter razão, pessoas no coração, actos por impulsão. Sinto falta de lugares que não conheci, experiências que não vivi, momentos que já esqueci. Eu sou amor e carinho constante, distraída até o bastante, não paro por instante. Já tive noites mal dormidas, perdi pessoas muito queridas, cumpri coisas não-prometidas. Muitas vezes eu desisti sem mesmo tentar, pensei em fugir para não enfrentar, sorri para não chorar. Eu sinto pelas coisas que não mudei, amizades que não cultivei, aqueles que eu julguei, coisas que eu falei. Tenho saudade de pessoas que fui conhecendo, lembranças que fui esquecendo, amigos que acabei perdendo. Mas continuo vivendo e aprendendo.»

Não há nada que te caracterize melhor, sinceramente.
Lembras-te das vezes em que choraste, em que bateste com a cabeça na parede, em que preferiste fechar os olhos? Exacto, tudo por sonhos interrompidos ou amores mal resolvidos. Quantas vezes agiste por impulso e que choraste sem razão? Tantas!
Tiveste momentos difíceis… Já tiveste noites em que adormeceste e acordaste a chorar e já tiveste, também, dias em que foste dormir tão feliz que nem conseguiste fechar os olhos.
Já prometeste coisas que não cumpriste e já cumpriste coisas que não prometeste. Erraste muitas vezes. Aliás… muitas, muitas vezes. Pior do que isso, permitiste muitas vezes, que errassem contigo. Não és muito forte. Quando mexem contigo, o mais pequenino pormenor destrói-te. Cais muito rápido se não tiveres quem te segure. És (muito) ingénua e acreditas na mais pequena palavra bonita. Tu sabes que isso não é bom, não sabes?
Sentes saudades de quem foi e não ficou, sentes saudades de gargalhadas e abraços e quando pensas neles, tu choras.
Enervas-te muito facilmente e quando te chateiam das duas uma: ou tens a estúpida mania de rasgar papel em pequenos pedacinhos ou dizes coisas que não queres. Quase sempre, arrependes-te.
És muito sentimental e emotiva. Às vezes, exageras.
Tens a mania das dietas, mas como a minha mãezinha diz “Só depois de comer”. Tens a mania do cabelo liso e quando está minimamente frisado tu passas-te, completamente. Resumindo, exageras quase sempre.
Tudo aquilo que és hoje, deve-se ao (pouco) que (ainda) viveste.

P.S. Eu espero que tenham orgulho de ti.

21 de mar. de 2011

#28 LETTER TO SOMEONE THAT CHANGED YOUR LIFE

Catarina e Joana,
Vocês mudaram a minha história.
Vocês são as minhas companheiras das gargalhadas, dos vídeos porno, das músicas sem nexo, das saídas à noite, dos movimentos de dança estranhos, dos filmes de terror, das idas à casa-de-banho juntas, das noites mal dormidas, das conversas super nojentas, das coscuvilhices, das compras, das vodkas e dos shots, das gomas e das batatas fritas, dos empréstimos de dinheiro, dos lanches em casa da Joana, dos quase-espetanços de mota na garagem,…
Tenho muitas saudades de quando me vinham buscar a casa de manhãzinha e íamos juntas para a escola. As coisas mudaram mas o que temos não mudou. Adoro quando, por sorte, uma vez por outra, ainda nos vemos às oito e vinte da manhã.
Já vos perdoei sem me pedirem desculpa. Vocês, fizeram o mesmo comigo.
«Não se ama pelas qualidades. Nem por isto ou por aquilo. Ama-se simplesmente, e sobretudo ama-se apesar deste e aquele defeito.» Vocês conhecem o pior de mim, e sabem… amigo mesmo é aquele que sabe o pior de ti e mesmo assim continua a gostar de ti. Vocês são assim, exactamente assim.
Vocês são como irmãs para mim e, sem dúvida, mudaram tudo.

«Algumas vezes na vida, encontras uma amiga especial. Alguém que muda a tua vida simplesmente por estar nela. Alguém que te faz rir até não poderes mais parar. Alguém que te faz acreditar que existe realmente algo bom no mundo. Alguém que te convence que lá tem uma porta destrancada só à espera para tu a abrires. Isso é uma amizade para sempre. Quando estás em baixo e o mundo parece escuro e vazio, a tua amiga para sempre põe-te para cima e faz com que o mundo escuro e vazio fique bem claro. A tua amiga para sempre ajuda-te nas horas difíceis, tristes e confusas. Se te virares e começares a caminhar, a tua amiga para sempre segue-te. Se perderes o teu caminho, ela guia-te e põe-te no caminho certo. A tua amiga para sempre segura a tua mão e diz que vai ficar tudo bem. A tua amiga é para sempre, e para sempre não tem fim.»

17 de mar. de 2011

#25 LETTER TO THE PERSON YOU KNOW THAT IS GOING THROUGH THE WORST OF TIMES

Melhor amigo,
Eu sei que te fazes de forte, mas no fundo não estás nada bem. Quer dizer… tu és forte, muito forte. Mas isto não é fácil. A tua voz é a mesma, como se nada tivesse mudado. As tuas piadas, o teu orgulho e as tuas patetices também não mudaram. Achei estranho, mas…fiquei feliz.
Se tiveres que desistir, desiste. Se tiveres que esquecer, esquece. Mas não te preocupes, eu não vou embora nunca. No final, vais ter-me sempre a mim.
«Teu problema é meu problema e por isso a gente divide.»
Espero que ultrapasses tudo isto da melhor forma. Rápido. Tu sabes, sabes tão bem, que eu estou aqui para ti como sempre estive. Embora possa estar distante, vou continuar a abraçar-te cada vez que algo destrua as tuas muralhas.
Posso já ter perdido muito do que era meu, muito do que amava, menos tu. Tu vais pertencer-me sempre, tal e qual pertencias há um, dois, três, quatro, cinco, seis anos.
Tu sabes…ainda ninguém conseguiu fazer os meus olhos brilharem como só tu fazes.

P.S. Quem me dera estar contigo agora e dar-te o abraço mais forte que alguma vez dei.

15 de mar. de 2011

#24 LETTER TO THE PERSON THAT GAVE YOUR FAVOURITE MEMORY

Meus mais-que-tudo,

«Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas que trocaremos. Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo....
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
-Quem são aquelas pessoas?
Diremos...que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!
-Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
 Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo. E, entre lágrima abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo... (...)»

Entendem agora qual é o meu maior medo? Tenho muito medo que não consigamos que tudo volte. Tenho medo que deixemos isto fugir-nos entre os dedos. Tenho medo que sejamos fracos e deixemos que isto siga o caminho mais fácil, o que nos dá menos trabalho.
Todo este tempo, vocês foram as minhas muralhas. Foram vocês que sempre me seguraram, que me deram a mão. Sempre vocês. O melhor da minha vida é a vocês que eu devo.
Espero por vocês porque tantos anos não se amachucam e se deitam no caixote do lixo. Até lá, guardo tudo. Porque, sem dúvida, os melhores momentos da minha vida foi convosco que os passei.
Não se esqueçam disto: ninguém é melhor do que vocês. Ninguém me faz sentir tão bem quanto vocês. Ninguém…

P.S. Quando é que me fazem sentir que são meus de novo? Eu tenho tantas saudades vossas.

(A foto tem quase dois anos mas foi a última que tiramos em que aparecem todos; Anabela Carvalho, Bruna Andrade, Vânia Amaral, Jorge Ferreira, Rui Correia e Alexandre Ribeiro)

14 de mar. de 2011

#23 LETTER TO THE LAST PERSON WHO YOU KISSED

Vânia,
Estranho, não? Mas, epá…beijas super bem môr!
Adoro quando acabas as minhas frases, adoro que me faças sentir segura, adoro abraçar-te, adoro confessar-te tudo, adoro quando entras na escola e me espetas um beijo na boca em frente ao porteiro da escola, adoro quando me beijas em pleno polivalente, adoro telefonar-te e vires quase a voar ter comigo, adoro quando me dás a mão às oito horas da manhã, adoro a forma como os teus olhos brilham quando me queres contar alguma coisa, adoro a cumplicidade que temos, adoro quando me perguntas “como estão as coisas?”, adoro a forma como te preocupas comigo como só tu fazes. Adoro, simplesmente, o facto de te ter todos os dias na minha vida.
Ama. Apaixona-te. Beija. Chora. Cuida de ti. Erra. Faz aquilo que mais temes. Grita. Importa-te menos. Junta amigos. Luta pelo que acreditas. Muda de opinião. Namora. Partilha. Sonha. Ri. Vive. Mas, por favor, faz tudo isso comigo ao teu lado.
Tens sido o meu porto de abrigo, sabes bem. Se te perdesse agora, perdia tudo.
Já passamos por coisas que pouca gente entenderá. As gargalhadas, os segredos, as confianças, os entendimentos. Tudo.
Deixas-me gritar ao mundo o quanto és importante para mim?

P.S. Se o Nuno vir isto pede o divórcio e já pudemos virar lésbicas!









«És todo o meu sorriso,
parte do meu coração,
não me deixes não,
agarra a minha mão.
(…)
Promete não fugir que eu prometo ficar,
promete sorrir e eu prometo não chorar,
promete-me que não me farás sofrer.
Não te vás embora baby,
sem ti eu não sei viver.
Baby fica, eu preciso de ti.
Sem ti fico confusa e eu não sei viver assim.»

13 de mar. de 2011

#21 LETTER TO SOMEONE YOU JUDGEG BY THEIR FIRST IMPRESSION

Catarina,
O teu nome foi o primeiro que me surgiu.
Lembras-te das patetices que fizemos, das criancices que dissemos, das discussões estúpidas que tínhamos, do que dizíamos uma da outra? Não fomos muito simpáticas e deixamos que muita gente se metesse no meio. Não foi nada bonito.
Resumindo, não éramos propriamente as maiores amigas.
Lembro-me daquela discussão como se fosse hoje. Tínhamos os olhos todos postos em cima de nós. Todos estavam à espera que desatássemos ao estalo e a puxar cabelos, típica discussão de raparigas. Mas não foi isso que fizemos. Dissemos coisas muito feias das quais nos viemos a arrepender.
Reparaste…quando toda a gente deixou de se preocupar em nos ver bem, nós, por nós próprias, resolvemos tudo. Sem interferências.
Desculpa e obrigada! :) 
Gosto muito de ti.

P.S. Tens um sorriso mesmo lindo!

12 de mar. de 2011

#19 LETTER TO SOMEONE THAT PESTER YOUR MIND - GOOD OR BAD

Querida Física A,
Lamento informar-te que andas a perturbar demasiado a minha mente. Mal, obviamente.
És muito irritante e estou farta que me obrigues a calcular energias cinéticas e energias potenciais e afins.
Não tens piada nenhuma e não preciso de ti para nada. Nada mesmo. Não tens interesse nenhum e a única função que te descobri até agora foi a destruição dos meus neurónios. Por favor, não o faças mais. Já chega!

P.S. No próximo ano, livro-me de ti. Ups.

9 de mar. de 2011

#18 LETTER TO THE PERSON YOU WISH YOU COULD BE

Querida pessoa que eu gostava de ser,
Eu queria ser como tu, sabes? Queria ser mais forte. Menos frágil.
Gostaria de olhar nos olhos de toda a gente e dizer-lhes tudo o que penso, todas as patetices que fizeram ou disseram sem ter receio da resposta. Gostava de falar-lhes das vezes que agiram mal e das vezes em que deixaram que agissem mal com elas. Gostava que, mais tarde, me pudessem dizer “Fizeste-me crescer”.
Gostava de ter coragem de, nos momentos mais difíceis, beijar alguém mesmo sabendo que não me ia beijar de volta. Gostava de ter estratégias inteligentes de forma a que ninguém pudesse quebrar o meu lado esquerdo do peito. Gostava de não confiar sempre. Gostava de deitar fora a ingenuidade e os medos. Gostava de, nem sempre, acreditar no Amor com A grande. Gostava de ter menos capacidade de entrega.
Gostava de voar bem alto, sem me preocupar com as expectativas que os outros pudessem colocar em mim. Gostava de conseguir ultrapassar todas as barreiras. Gostava de não falhar nunca. Gostava que tudo desse certo. Gostava de não cair. Gostava que me segurassem. Gostava de não ter dúvidas. Gostava de não ter medo de ter escolhido o caminho errado. Gostava de não dizer coisas de cabeça quente. Gostava de ouvir, respeitar e sentir. Gostava de não desistir à primeira contrariedade. Gostava de não ter medo de virar as costas.
Gostava de não sentir saudades de quem foi e não ficou. Gostava de conseguir segurar, de não deixar ir.
Enfim…ser como tu, literalmente.

«Se as coisas fossem perfeitas não existiriam lições de vida, não haveriam arrependimentos e nem descobertas... Se tudo fosse perfeito mãos não se uniriam e sonhos não seriam valorizados. Se tudo fosse perfeito olhares não se completariam, e gestos passavam despercebidos. Se tudo fosse perfeito as lágrimas não existiriam, as palavras seriam perfeitas. Se tudo fosse perfeito eu pularia no abismo sem medo da morte, pois asas eu ganharia... Se tudo fosse perfeito eu atravessaria o oceano sem medo de ser levada pelas ondas, sem receios de me perder em suas profundezas. Se tudo fosse perfeito dores não existiriam e a cura não seria procurada... Se tudo fosse perfeito não haveria a busca pela perfeição... Nada é por acaso, pois nem o destino é perfeito.»

1 de mar. de 2011

#17 LETTER TO SOMEONE FROM YOUR CHILDHOOD

Bruna,
Não sei a data exacta do dia que nos conhecemos. Não sei quantos anos tínhamos. Não me lembro da primeira vez que te vi. Foi há quanto tempo mesmo? Doze anos? Provavelmente… As nossas mães trabalhavam juntas e eras a melhor amiga da minha irmã. Típico.
Tens mais três anos do que eu, mas sempre nos tratamos como se fossemos da mesma idade.
Lembro-me de irmos para a janela cá de casa rirmo-nos com o homem das cenouras. Lembro-me das tentativas de fazer almoços, em que a Loira queimava guardanapos. Lembro-me de dormir encostada a ti no carro. Lembro-me de criarmos as nossas próprias histórias e alterar o guião. Lembro-me da minha mãe ralhar comigo por eu te ter chamado Bruna Pina (juro que não foi por mal). Lembro-me das milhares de gargalhadas que demos que nos fizeram doer a barriga. Lembro-me de comermos cerejas juntas. Lembro-me das idas a Espanha, ao Gerês e afins. Lembro-me das (muitas) noites em que dormiste comigo. Lembro-me das brincadeiras que tínhamos. Lembro-me das fotos super cómicas. Lembro-me de acamparmos juntas. Vidas incoentes…
 
Depois…crescemos. Ficaste sempre ao meu lado, tal como uma irmã. Depois disso, lembro-me dos desabafos. Lembro-me das conversas deprimentes sobre rapazes. Lembro-me dos almoços e dos jantares de aniversário. Lembro-me que a primeira vez que bebi foi contigo. Lembro-me da primeira vez em que fiquei alegre: foi contigo. Lembro-me das saídas à noite. Lembro-me da primeira vez que fui ao Buddha: foi contigo. Lembro-me dos passeios em que falávamos sobre tudo e sobre nada, horas a fio. Lembro-me das gargalhadas na praia. Lembro-me da (enorme) união do nosso grupo. Lembro-me das idas ao cinema. Lembro-me da primeira vez em que andei contigo de carro. Lembro-me quando vieste cá a casa comer crepes.

Conheces-me tal e qual te conheço a ti: tão bem!
Desculpa as vezes em que te falhei, as vezes em que não te segurei e te deixei cair. Desculpa quando não usei as palavras certas nos momentos certos. Desculpa as discussões que nos levaram à quadratura do círculo. Espero que percebas, mais tarde, que tudo aquilo que fiz foi para o teu bem!
Amo-te sisi ♥

28 de fev. de 2011

#16 LETTER TO SOMEONE THAT'S NOT IN YOUR CITY OR COUNTRY

Priminhos,
Estamos separados pelo oceano, por milhares de quilómetros.
Lembro-me de vos pegar ao colo. Lembro-me dos vossos sorrisos. Lembro-me da forma como faziam os meus olhos brilharem. Lembro-me da forma perfeita com que as vossas mãozinhas pequeninas apertavam o meu dedo mindinho. Lembro-me das lágrimas de saudade. Lembro-me do orgulho que sentia. Lembro-me das vossas birras. Lembro-me das fotografias engraçadas. Lembro-me das brincadeiras: dos desenhos, das bonecas, dos carrinhos, das bolas, do trampolim, das corridas, das cartas,… 


Mas vocês cresceram. Cresceram tanto e tão depressa.
Nelson, és uma criança tão simples, tão querida, tão amorosa. Adoro quando me abraças e me apertas com força. Adoro quando sorris e me dás a mão.
Vanessa, o avô quando vê fotos tuas, confunde-te comigo. Adoro quando dizem que és igual a mim quando eu era pequena, deixas-me tão orgulhosa. És a prima mais linda do mundo. 
Diego, és um miúdo tão lindo! Quando cresceres vais ter montes de meninas atrás de ti, sabes? 


Gostava de vos ver todos os dias. Gostava de vos abraçar sempre que me desse vontade. Gostava de brincar convosco dia e noite. Gostava de vos dar a mão e proteger-vos sempre. Gostava de estar convosco agora e matar as milhares de saudades que tenho vossas.
Tenham juízinho e nunca se esqueçam que eu gosto super hiper mega muito de vocês ♥
P.S. Espero por vocês este Verão! Tios, também tenho muitas saudades vossas :)
(Dava muito trabalho escrever tudo isto em inglês, peço desculpa.)

23 de fev. de 2011

#15 LETTER TO THE PERSON YOU MISS THE MOST

Melhor amigo,
És a minha bóia de salvação, não há nada que te caracterize melhor.
Como qualquer amizade sempre tivemos os nossos momentos difíceis, ataques de ciúmes... sei lá... medo, distância... uma infinidade de coisas. Ultrapassámos? Sempre!
Conheces-me tão bem. Diria até, como a palma das tuas mãos.
Tenho muitas saudades de te ouvir rir.
O papel que tens na minha vida? É o mesmo de sempre, o mesmo que tens desde os meus nove anos.
Odeio quando és casmurro. Odeio quando és orgulhoso. Odeio quando não estás aqui. Odeio não contar-te a minha vida, todos os dias, como o fazíamos antes.
Adoro quando fazes os meus olhos brilharem. Adoro quando me fazes sorrir. Adoro a tua gargalhada. Adoro quando me telefonas. Adoro quando tens ciúmes. Adoro quando me fazes perguntas. Adoro quando contas piadas, às quais sou a única que acho graça. Adoro lembrar-me do nosso primeiro beijo. Adoro dizer que foste o meu primeiro namorado. Adoro quando me contas as tuas peripécias. Adoro abraçar-te. Adoro ouvir a tua voz. Adoro… a forma como me orgulho de ti.
Nós temos aquele tipo de amizades em que não precisamos de estar juntos todos os dias, em que podem passar semanas e semanas, e nada se altera. O teu papel é o teu papel, o meu papel é o meu papel, e saber que ninguém o irá ocupar é a melhor sensação do mundo. Quando me telefonas, eu sorrio e os meus olhos brilham de uma forma inexplicável. Porque percebo que a definição de “nós” não se alterou, e isso faz-me sentir tão bem.



Obrigada pelos melhores seis anos de sempre, Rui <3

21 de fev. de 2011

#14 LETTER TO SOMEONE YOU'VE DRIFTED AWAY FROM

Simples. Dois nomes vieram-me ao pensamento neste momento. Dois nomes únicos, distintos e perfeitos. Apesar disso, vai ser a carta mais difícil de ser escrita.
Renata e Anabela,
Nunca ninguém me conseguiu, até hoje, fazer soltar gargalhadas como as que soltava quando estávamos juntas. Nunca.

Lembram-se de «A água do mar dá uma moca do caralh*»? Lembram-se de «Querem que este reformado novo vos tire uma fotografia?»? Lembram-se dos gelados de quatro bolas? Lembram-se das fotos desprevenidas? Lembram-se das sombras? Lembram-se das tardes a comer bolachas do Lidl? Lembram-se do grande mergulho de roupa? Lembram-se das piadas? Lembram-se das confissões, dos segredos e das cumplicidades? Lembram-se dos medos, das inseguranças? Lembram-se dos abraços, dos fortes apertos de mão? Lembram-se das cusquices, das más-línguas? Lembram-se das sessões de cinema, das pipocas? Eu nunca esqueci.
Aí éramos nós. Fácil. Sem complicações. Sem barreiras. Sem mas nem porquês. O que tínhamos movimentava-se a largos passos, dada a maturidade e a alma que depositávamos.
Mas tudo mudou. Pela força das circunstâncias. Ou, se calhar, por outro motivo qualquer. Houve um dia em que eu percebi que não estávamos tão perto como costumávamos estar e, provavelmente, nunca estaríamos novamente. Isso doeu. Doeu de verdade.
O que havia perdeu-se. Promessas quebraram-se. Ficaram as recordações. Só.
Acima de qualquer outra coisa, o que mais queria era que voltasse a dar certo, como deu durante tantos anos.
No meu coração há um lugar só vosso.
Olhem… se a carta fosse de papel… neste momento estava borratada com as minhas lágrimas estúpidas que teimam em cair.
P.S. Lembro-me de vocês todos os dias. Não se esqueçam disso.


«Ás vezes é preciso se afastar das pessoas que você ama, mas isso não quer dizer que você os ama menos, às vezes, você os ama ainda mais.» 
 













(As fotos não são as mais bonitas, mas o sentimento era o mais puro.)

20 de fev. de 2011

#13 LETTER TO SOMEONE YOU WISH COULD FORGIVE YOU


Não me surgiu ninguém certo para esta carta. Surgiu-me “alguém’s”. Esta é para todos os que estão na minha vida desde sempre, para aqueles que me ouvem todos os dias, que me conhecem como a palma das mãos. É, ao mesmo tempo, para aqueles que estão na minha vida há meses, semanas ou até dias.
Peço desculpa pelos dias de mau humor, pelas coisas ditas de cabeça quente e pelas respostas frias nos dias menos bons. Desculpem pelos ciúmes, pelas inseguranças, pelas paranóias, pelas palavras erradas, pela exigência, pela implicância e pelas birras sem nexo. Desculpem pela imaturidade, pela inconsciência, pelos impulsos, pela teimosia, pela imensidão de imperfeições. Desculpem pelos abraços que me fizeram chorar baba a ranho, desculpem pela fraqueza em momentos difíceis, desculpem por não ter correspondido às vossas expectativas, desculpem pelos afastamentos, e afins.
Gostava de passar uma borracha por cima de tudo isto, mas não posso. Obrigada por nunca me deixarem cair, por nunca me virarem as costas mesmo conhecendo toda a dificuldade que deposito em várias coisas.
Já perdoei erros quase imperdoáveis, obrigada por fazerem o mesmo.

«O maior erro que você pode cometer é o de ficar o tempo todo com medo de cometer algum.»

18 de fev. de 2011

#12 LETTER TO THE PERSON YOU HATE MOST/CAUSED YOU A LOT OF PAIN; #20 LETTER TO THE ONE THAT BROKE YOUR HEART THE HARDEST; #22 LETTER TO SOMEONE YOU WANT TO GIVE A SECOND CHANCE TO

Daniel,
Se algum dia vires isto a primeira coisa que vais pensar será «Porquê eu?». Só vais responder a isso quando conseguires perceber quanto erraste. Sinceramente, não sei se esse dia irá chegar. Sempre achaste que agias da melhor forma com todos, sem erros, sem imperfeições. Mas, na verdade, nem contigo próprio agias bem.
Até hoje só soubeste fazer isto: pensar em ti, naquilo que te fazia sentir leve e sentir um rei. Alguma vez pensaste naquilo que está exterior a ti? Pois… não!
Quando te conheci tinha os meus (muito) ingénuos treze anos. Acho que tu não mudaste nada desde aí, pelo menos em maturidade.
Espero que um dia percebas que para mim (e não só!) tu tinhas todas as qualidades do mundo. Mas queres saber uma coisa? Abri os olhos!
Não vou deixar que voltes a magoar aqueles que gostam de ti porque, infelizmente, ainda muitos olhos estão fechados.
Esta carta não é destinada a ti somente pelos erros que cometeste comigo (e agora deves estar a pensar «Que erros?»), mas sim pelos que cometeste com alguém que estava disposto a aguentar todos os teus defeitos. Lamento que não tenhas mudado, lamento mesmo muito.
No entanto, sabes que não te odeio (o que não seria de estranhar!) e sabes, também, que o que eu mais quero é que cresças de uma vez por todas e sejas feliz.
P.S. Ups, parece que hoje fazes dezoito anos. Quem diria, hã? Parabéns. 
Até um dia ;) E, nesse dia, não me perguntes quando, eu gostava de poder dizer "Ainda bem que estás de volta".

16 de fev. de 2011

#11 LETTER TO A DECEASED PERSON YOU WISH YOU COULD TALK TO

Avó,
Tantas vezes dou por mim a pensar em ti. Recordações, levaste-as tu contigo.
Deixaste-me quando eu tinha onze anos, apenas. Saíste da minha vida demasiado cedo. Eu era demasiado criança para memorizar a tua imagem, a tua voz, o teu cheiro, o calor do teu coração. A minha ingenuidade pensava todos os dias que ias voltar. No entanto, nunca o fizeste.
Tenho saudades de quando me contavas as tuas histórias, de quando me pegavas ao colo, de quando me enchias de beijos, de quando me abraçavas, de quando me protegias, de quando me davas a mão, de quando…sorrias.
Fazes-me falta. Demasiada falta.
Continuo a ter muito orgulho em ti.
Devias ter continuado a caminhar a meu lado. Diz-me…por que não o fizeste?
P.S. Amo-te muito! Vou-te amar sempre.

«O papel simbólico desempenhado pelos avós é muito importante para a criança. Mesmo depois de mortos, costumam fazer parte das nossas, geralmente boas, lembranças da infância. Nem a morte os separa dos netos, pois eles continuam identificados à sua primeira infância. Ao contrário do que se pode pensar, os avós fazem muito mais do que mimar os netos.»

15 de fev. de 2011

#10 LETTER TO SOMEONE YOU DON'T TALK AS MUCH AS YOU'DE LIKE TO

Joana,
Não tenho notícias tuas há muito tempo. Há meses que não te vejo. Espero que esteja tudo bem, e que continues a encarar os problemas da forma que sempre o fizeste: de cabeça bem levantada.
Mas eu sei que o nosso laço ainda não se rompeu, é demasiado forte, é inquebrável.
Sinto a falta das conversas. Sinto a falta das gargalhadas. Sinto a falta de nós. Tenho saudades de te abraçar e sentir que o que nos unia era do mais puro que existia.
Sei que ainda estás aí para mim. Não sei onde, mas estás. Sei que vais voltar em breve.
Volta. Mas, desta vez, volta para sempre. Temos promessas por cumprir.
À parte de tudo, sabes que continuo a gostar mesmo muito de ti. No meu coração haverá sempre um lugar só teu porque, sem dúvida, és merecedora de tal.
Tenho uma última coisa a dizer-te: está na hora de pôres juízo na cabeça do teu irmão.

«Faz-me rir e eu prometo que não te faço chorar. Trata bem de mim e eu bem de ti vou tratar.»

14 de fev. de 2011

#9 LETTER TO SOMEONE YOU WISH YOU COULD MEET

Querido espermatozóide,
Quem és tu? Bem… segunda a wikipedia: É uma célula com mobilidade activa, capaz de nadar livremente, consistindo em uma cabeça e uma cauda ou flagelo. A cabeça, que constitui o maior volume do espermatozóide, consiste no núcleo, onde o material genético se encontra concentrado.
Numa ejaculação, estão presentes 280 milhões de espermatozóides. E agora eu penso: C’um catano!
Tiveste tiro certeiro. Entre tantos foste o escolhido, o único, o perfeito, o melhor.
Imagino-te entre todos os outros espermatozóides numa corrida intensa numa única direcção: o óvulo. Parabéns, a tão desejada penetração foi conseguida!
Tenho uma última pergunta para ti: saíste do testículo direito ou do esquerdo?      
P.S. Foi a minha irmã que teve a ideia mirabolante do destinatário desta carta!