25 de fev. de 2011

Pontes entre nós.

«E deixava a vida fluir, esquecia-me dos teus defeitos e tu dos meus e com o tempo aprenderíamos a viver um com o outro sem nos cansarmos, sem nos magoarmos, sem sombras nem equívocos.
Se eu pudesse, levava-te agora para casa, sentávamo-nos à lareira a conversar e explicava-te porque é que um dia reparei que existias e sem querer me esqueci do meu coração entre os teus dedos.
Se eu pudesse...mas não posso, porque ninguém caminha sozinho, uma ponte só se constrói se as duas margens deixarem e o rio só corre se a corrente o empurrar. E eu não sou mais que uma gota de água nesse rio parado, uma peça perdida de uma ponte desmantelada, um mapa riscado que se esqueceu de todos os caminhos, uma folha em branco que perdeu a caneta, um estandarte sem bandeira, uma voz sem som, uma mão sem a outra. Falta-me a tua voz, o teu desejo, o teu querer, o teu poder. Falta-me uma parte de mim que te dei e que agora já não podes devolver.
Um dia havemos de nos entender.»

Lembras-te de “Eu e tu, perdidos e sós, amantes distantes, que nunca caiam as pontes entre nós”? Lembro-me do sorriso que me deixaste estampado no rosto, lembro-me das recordações todas que me passaram pela cabeça e lembro-me que aquilo que nos unia era forte, forte demais para algum dia cair. Gosto mesmo muito de ti ♥

23 de fev. de 2011

#15 LETTER TO THE PERSON YOU MISS THE MOST

Melhor amigo,
És a minha bóia de salvação, não há nada que te caracterize melhor.
Como qualquer amizade sempre tivemos os nossos momentos difíceis, ataques de ciúmes... sei lá... medo, distância... uma infinidade de coisas. Ultrapassámos? Sempre!
Conheces-me tão bem. Diria até, como a palma das tuas mãos.
Tenho muitas saudades de te ouvir rir.
O papel que tens na minha vida? É o mesmo de sempre, o mesmo que tens desde os meus nove anos.
Odeio quando és casmurro. Odeio quando és orgulhoso. Odeio quando não estás aqui. Odeio não contar-te a minha vida, todos os dias, como o fazíamos antes.
Adoro quando fazes os meus olhos brilharem. Adoro quando me fazes sorrir. Adoro a tua gargalhada. Adoro quando me telefonas. Adoro quando tens ciúmes. Adoro quando me fazes perguntas. Adoro quando contas piadas, às quais sou a única que acho graça. Adoro lembrar-me do nosso primeiro beijo. Adoro dizer que foste o meu primeiro namorado. Adoro quando me contas as tuas peripécias. Adoro abraçar-te. Adoro ouvir a tua voz. Adoro… a forma como me orgulho de ti.
Nós temos aquele tipo de amizades em que não precisamos de estar juntos todos os dias, em que podem passar semanas e semanas, e nada se altera. O teu papel é o teu papel, o meu papel é o meu papel, e saber que ninguém o irá ocupar é a melhor sensação do mundo. Quando me telefonas, eu sorrio e os meus olhos brilham de uma forma inexplicável. Porque percebo que a definição de “nós” não se alterou, e isso faz-me sentir tão bem.



Obrigada pelos melhores seis anos de sempre, Rui <3

21 de fev. de 2011

#14 LETTER TO SOMEONE YOU'VE DRIFTED AWAY FROM

Simples. Dois nomes vieram-me ao pensamento neste momento. Dois nomes únicos, distintos e perfeitos. Apesar disso, vai ser a carta mais difícil de ser escrita.
Renata e Anabela,
Nunca ninguém me conseguiu, até hoje, fazer soltar gargalhadas como as que soltava quando estávamos juntas. Nunca.

Lembram-se de «A água do mar dá uma moca do caralh*»? Lembram-se de «Querem que este reformado novo vos tire uma fotografia?»? Lembram-se dos gelados de quatro bolas? Lembram-se das fotos desprevenidas? Lembram-se das sombras? Lembram-se das tardes a comer bolachas do Lidl? Lembram-se do grande mergulho de roupa? Lembram-se das piadas? Lembram-se das confissões, dos segredos e das cumplicidades? Lembram-se dos medos, das inseguranças? Lembram-se dos abraços, dos fortes apertos de mão? Lembram-se das cusquices, das más-línguas? Lembram-se das sessões de cinema, das pipocas? Eu nunca esqueci.
Aí éramos nós. Fácil. Sem complicações. Sem barreiras. Sem mas nem porquês. O que tínhamos movimentava-se a largos passos, dada a maturidade e a alma que depositávamos.
Mas tudo mudou. Pela força das circunstâncias. Ou, se calhar, por outro motivo qualquer. Houve um dia em que eu percebi que não estávamos tão perto como costumávamos estar e, provavelmente, nunca estaríamos novamente. Isso doeu. Doeu de verdade.
O que havia perdeu-se. Promessas quebraram-se. Ficaram as recordações. Só.
Acima de qualquer outra coisa, o que mais queria era que voltasse a dar certo, como deu durante tantos anos.
No meu coração há um lugar só vosso.
Olhem… se a carta fosse de papel… neste momento estava borratada com as minhas lágrimas estúpidas que teimam em cair.
P.S. Lembro-me de vocês todos os dias. Não se esqueçam disso.


«Ás vezes é preciso se afastar das pessoas que você ama, mas isso não quer dizer que você os ama menos, às vezes, você os ama ainda mais.» 
 













(As fotos não são as mais bonitas, mas o sentimento era o mais puro.)

20 de fev. de 2011

#13 LETTER TO SOMEONE YOU WISH COULD FORGIVE YOU


Não me surgiu ninguém certo para esta carta. Surgiu-me “alguém’s”. Esta é para todos os que estão na minha vida desde sempre, para aqueles que me ouvem todos os dias, que me conhecem como a palma das mãos. É, ao mesmo tempo, para aqueles que estão na minha vida há meses, semanas ou até dias.
Peço desculpa pelos dias de mau humor, pelas coisas ditas de cabeça quente e pelas respostas frias nos dias menos bons. Desculpem pelos ciúmes, pelas inseguranças, pelas paranóias, pelas palavras erradas, pela exigência, pela implicância e pelas birras sem nexo. Desculpem pela imaturidade, pela inconsciência, pelos impulsos, pela teimosia, pela imensidão de imperfeições. Desculpem pelos abraços que me fizeram chorar baba a ranho, desculpem pela fraqueza em momentos difíceis, desculpem por não ter correspondido às vossas expectativas, desculpem pelos afastamentos, e afins.
Gostava de passar uma borracha por cima de tudo isto, mas não posso. Obrigada por nunca me deixarem cair, por nunca me virarem as costas mesmo conhecendo toda a dificuldade que deposito em várias coisas.
Já perdoei erros quase imperdoáveis, obrigada por fazerem o mesmo.

«O maior erro que você pode cometer é o de ficar o tempo todo com medo de cometer algum.»

18 de fev. de 2011

O amor é paciente.

Landon: Por favor.
Jamie: Ok.
Mas tem uma condição.
Landon: O quê?
Jamie:Tens que prometer que não te vais apaixonar por mim.
(…)
Landon: Eu amo-te.
Jamie: Eu disse-te para não te apaixonares por mim.
(...)
Landon: O amor é paciente, o amor é benigno, não é invejoso; o amor não se ufana, não se ensoberbece, não é inconveniente, não procura o seu interesse, não se irrita, não suspeita mal; não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

                                                                                                                                                       Um amor para recordar - Nicholas Sparks.

#12 LETTER TO THE PERSON YOU HATE MOST/CAUSED YOU A LOT OF PAIN; #20 LETTER TO THE ONE THAT BROKE YOUR HEART THE HARDEST; #22 LETTER TO SOMEONE YOU WANT TO GIVE A SECOND CHANCE TO

Daniel,
Se algum dia vires isto a primeira coisa que vais pensar será «Porquê eu?». Só vais responder a isso quando conseguires perceber quanto erraste. Sinceramente, não sei se esse dia irá chegar. Sempre achaste que agias da melhor forma com todos, sem erros, sem imperfeições. Mas, na verdade, nem contigo próprio agias bem.
Até hoje só soubeste fazer isto: pensar em ti, naquilo que te fazia sentir leve e sentir um rei. Alguma vez pensaste naquilo que está exterior a ti? Pois… não!
Quando te conheci tinha os meus (muito) ingénuos treze anos. Acho que tu não mudaste nada desde aí, pelo menos em maturidade.
Espero que um dia percebas que para mim (e não só!) tu tinhas todas as qualidades do mundo. Mas queres saber uma coisa? Abri os olhos!
Não vou deixar que voltes a magoar aqueles que gostam de ti porque, infelizmente, ainda muitos olhos estão fechados.
Esta carta não é destinada a ti somente pelos erros que cometeste comigo (e agora deves estar a pensar «Que erros?»), mas sim pelos que cometeste com alguém que estava disposto a aguentar todos os teus defeitos. Lamento que não tenhas mudado, lamento mesmo muito.
No entanto, sabes que não te odeio (o que não seria de estranhar!) e sabes, também, que o que eu mais quero é que cresças de uma vez por todas e sejas feliz.
P.S. Ups, parece que hoje fazes dezoito anos. Quem diria, hã? Parabéns. 
Até um dia ;) E, nesse dia, não me perguntes quando, eu gostava de poder dizer "Ainda bem que estás de volta".

17 de fev. de 2011

O amor faz-te achar que tudo é possível.


-Quando durmo, sonho com você, e quando acordo, sonho em tê-la nos meus braços. O tempo em que ficamos separados ao menos serviu para que eu tivesse certeza de que quero passar minhas noites ao seu lado e meus dias com seu coração.
(…)
-Existe outro tipo de amor, um amor que te dá coragem de ser mais do que é, e não menos. Um amor que faz você achar que tudo é possível.
Eu quero que espere por ele, eu quero que saiba que merece tê-lo.

                                                                                                                                                           Noites de Tormenta - Nicholas Sparks

16 de fev. de 2011

#11 LETTER TO A DECEASED PERSON YOU WISH YOU COULD TALK TO

Avó,
Tantas vezes dou por mim a pensar em ti. Recordações, levaste-as tu contigo.
Deixaste-me quando eu tinha onze anos, apenas. Saíste da minha vida demasiado cedo. Eu era demasiado criança para memorizar a tua imagem, a tua voz, o teu cheiro, o calor do teu coração. A minha ingenuidade pensava todos os dias que ias voltar. No entanto, nunca o fizeste.
Tenho saudades de quando me contavas as tuas histórias, de quando me pegavas ao colo, de quando me enchias de beijos, de quando me abraçavas, de quando me protegias, de quando me davas a mão, de quando…sorrias.
Fazes-me falta. Demasiada falta.
Continuo a ter muito orgulho em ti.
Devias ter continuado a caminhar a meu lado. Diz-me…por que não o fizeste?
P.S. Amo-te muito! Vou-te amar sempre.

«O papel simbólico desempenhado pelos avós é muito importante para a criança. Mesmo depois de mortos, costumam fazer parte das nossas, geralmente boas, lembranças da infância. Nem a morte os separa dos netos, pois eles continuam identificados à sua primeira infância. Ao contrário do que se pode pensar, os avós fazem muito mais do que mimar os netos.»

O amor é frágil.


Will: O amor é frágil, Ronnie. E nem sempre cuidamos dele muito bem. A gente se vira e faz o melhor que pode, e torcemos para que esta coisa frágil, sobreviva apesar de tudo.
Ronnie: As pessoas cometem erros, Will. Até as pessoas que amamos.
Will: Às vezes é preciso se afastar das pessoas que você ama, mas isso não quer dizer que você os ama menos, às vezes, você os ama ainda mais...

                                                                                                                                                        Melodia do adeus - Nicholas Sparks

15 de fev. de 2011

Não desistas de mim.

 
«(...)Eu sei que houve um tempo em que tu e eu fomos dois pássaros loucos. Voamos pelas ruas que fizemos céu. Somos a pele um do outro. Não desistas de mim. Não te percas agora. Não desistas de mim. A noite ainda demora.(...)»

Era impossível teres feito algo mais bonito do que isto, impossível.
Há pessoas que entram na nossa vida para nunca mais saírem e também dizem que, quando uma pessoa entra na nossa vida, ou é para nos fazer bem ou é para nos fazer mal. Não sei que espécie de encargo tens tu na minha, mas adoro conhecer cada pormenor da ti e decorar os teus traços, a cada dia que passa. 

I promise.

Freddie: We would be good together, huh?
Effy: No.
Freddie: Why?
Effy: Why I'll hurt you.
Freddie: Maybe I'll get hurt.
Effy: Nobody hurts me, this is so, why would I want that?
(...)
Freddie: I really love fucking you.
Effy: Multiply by a million.


                                                                                                                                                                  Skins.

#10 LETTER TO SOMEONE YOU DON'T TALK AS MUCH AS YOU'DE LIKE TO

Joana,
Não tenho notícias tuas há muito tempo. Há meses que não te vejo. Espero que esteja tudo bem, e que continues a encarar os problemas da forma que sempre o fizeste: de cabeça bem levantada.
Mas eu sei que o nosso laço ainda não se rompeu, é demasiado forte, é inquebrável.
Sinto a falta das conversas. Sinto a falta das gargalhadas. Sinto a falta de nós. Tenho saudades de te abraçar e sentir que o que nos unia era do mais puro que existia.
Sei que ainda estás aí para mim. Não sei onde, mas estás. Sei que vais voltar em breve.
Volta. Mas, desta vez, volta para sempre. Temos promessas por cumprir.
À parte de tudo, sabes que continuo a gostar mesmo muito de ti. No meu coração haverá sempre um lugar só teu porque, sem dúvida, és merecedora de tal.
Tenho uma última coisa a dizer-te: está na hora de pôres juízo na cabeça do teu irmão.

«Faz-me rir e eu prometo que não te faço chorar. Trata bem de mim e eu bem de ti vou tratar.»

14 de fev. de 2011

#9 LETTER TO SOMEONE YOU WISH YOU COULD MEET

Querido espermatozóide,
Quem és tu? Bem… segunda a wikipedia: É uma célula com mobilidade activa, capaz de nadar livremente, consistindo em uma cabeça e uma cauda ou flagelo. A cabeça, que constitui o maior volume do espermatozóide, consiste no núcleo, onde o material genético se encontra concentrado.
Numa ejaculação, estão presentes 280 milhões de espermatozóides. E agora eu penso: C’um catano!
Tiveste tiro certeiro. Entre tantos foste o escolhido, o único, o perfeito, o melhor.
Imagino-te entre todos os outros espermatozóides numa corrida intensa numa única direcção: o óvulo. Parabéns, a tão desejada penetração foi conseguida!
Tenho uma última pergunta para ti: saíste do testículo direito ou do esquerdo?      
P.S. Foi a minha irmã que teve a ideia mirabolante do destinatário desta carta!

13 de fev. de 2011

#8 LETTER TO YOUR FAVOURITE INTERNET FRIEND

Daniela,
O teu nome foi o único que me surgiu quando li o remetente desta carta.
Lembras-te como nos conhecemos? Quantos anos tínhamos? Treze? Sim, acho que sim.
No início, a internet era a única coisa que nos ligava. Mas as coisas mudaram, e deixaste de ser virtual. Tornaste-te tão real. Começamos a construir uma amizade sólida. Fizeste-me sorrir tantas e tantas vezes. Lembras-te disso?
Já não temos qualquer contacto há meses. Tudo se desvaneceu em segundos. Mas, do fundo do coração, espero que esteja tudo bem e que saibas que gosto muito de ti.
Tenho saudades tuas e das gargalhadas que me proporcionavas. O que mudou?

«O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.»

11 de fev. de 2011

#7 LETTER TO YOUR EX-BOYFRIEND/GIRLFRIEND/LOVE/CRUSH

Tiago Cancela,
Quando olho para trás, penso que durante muito tempo a minha vida girou à tua volta, à volta daquilo que querias, daquilo que fazias, daquilo que sentias, daquilo que dizias. Tudo aquilo que fazia era a pensar em ti, na melhor forma para te agradar, para te ver bem. Foi um ano, certo?
Mudou muita coisa desde aí… sabes? Tu já não eras tu, nós já não éramos nós. A nossa (estranha) história tinha encerrado.
No início, olhavas para mim como algo inatingível. Depois, tornou-se algo simples, algo nosso. Mas os papéis inverteram-se. Não conseguiste responder às minhas expectativas, aliás, estiveste bem longe.
Quando, por fim, decidi desligar-me de ti, mudaste de ideias. Achaste que ainda não era a altura de a ficha ser desligada da tomada. Achaste mal. Acabaste por me deixar a lutar por um “nós” que não podia existir mais. Acabaste por errar, errar com mais intensidade do que tinhas errado antes.
Todas as promessas que te fiz, quebrei-as nesse preciso momento. Tu sabes, sabes bem, que deixei de te olhar da mesma forma, deixei de te olhar com admiração e carinho. Acabaste por mostrar o teu “eu” que eu nunca tinha conhecido. E isso doeu, doeu tanto.
Desiludiste-me muito e espero que saibas que há coisas que não se perdoam. Cresceste. Aprendeste isso?
Consegui desligar-me de ti. A tomada avariou :)
Desejo-te a maior sorte do mundo. No fundo, sei que mereces!

#6 LETTER TO A STRANGER


Querido estranho,
Como é possível escrever para alguém desconhecido? Sinceramente, não sei.
Da primeira vez que me vires, vais criar uma (pequena) imagem de mim. Como é hábito dizer “Não há segundas oportunidades para primeiras impressões”, e essa vai ser a tua.  Mais tarde, caber-me-á o lugar de fazer com que essa imagem se mantenha, ou não.
Gostava que fosses diferente de tudo o resto. Gostava que fosses fora do comum. Gostava que entrasses na minha vida e a virasses de pernas para o ar. Gostava que fosses a pessoa errada. Gostava que aparecesses na altura errada. Gostava que aparecesses no sítio errado. Gostava que me fizesses crescer. Gostava que me fizesses encarar as situações de outra forma. Gostava que fizesses tudo ao contrário do que devia ser feito. Gostava que me fizesses rir, que me fizesses chorar e sentir todo um turbilhão de emoções. Gostava que…fosses estranho.  
Não há nada que eu possa fazer agora, mas espera. Eu estarei, pacientemente, à espera pelo dia em que tu tropeces acidentalmente na minha vida.

«Eu gosto do estranho, do incomum. Gosto daquilo que confunde, que permite diferentes interpretações, que fica nas entrelinhas.»

ups

1. Fecha os olhos, estica o braço direito e agarra na primeira coisa que encontrares, o que é? Telemóvel da Jô.
2. Fecha os olhos, e carrega num botão qualquer do teu comando da televisão, o que aconteceu? Não me apetece.
3. Qual é o teu 14º contacto? André Ferreira.
4. E o 5º? Ana Azevedo.
 5. O que diz a tua 4º mensagem? “que estás a fazer gourda?”
6. E a 7º? “Já chegou wait, vem”
 7. São de quem? Tiago e Jô.
8. Tens irmãos? Nomes? Sim. Catarina.
 9. O que fizeste hoje depois da escola? Apanhei chuva, tomei uma vacina, estive em casa da Joana a ver filmes estúpidos e a comer batatas fritas.
10. Qual é a tua primeira aula amanhã? Nenhumaaaaaaaa!
 11. Qual é o teu professor/a preferido?  Stôra de Filosofia.
 12. Estas ansioso pelo quê sem ser o verão? Férias!
 13. Gostas mais de rapazes/raparigas com timberland/merrel ou dc/fallen/vans..? Vans.
 14. Rapazes/raparigas mais velhos/as ou mais novos/as? Mais velhos.
 15. Rapazes/raparigas mais altos/as que tu? Sim.
 16. Entraste na moda das fitas para o telemóvel? Fitas?
 17. Qual foi o último presente que recebeste? Não me lembro.
 18. Qual foi a ultima mensagem que enviaste? “(…) Não queres falar?” 
 19. Que musica estas a ouvir? Pink – Fucking perfect.
 20. Uma/s musica/s que marcou? Pedro Abrunhosa – Não desistas de mim.
 21. Que dia é hoje? 11 de Fevereiro.
 22.  Ultima chamada? Tiago.
 23. Que páginas tens abertas na net? Nenhuma.
 24. Ultima seca que apanhaste? Foi com/de quem? Centro de saúde. Mum.
 25. Ultimo sitio onde estiveste na rua? À porta da casa da Jô.
 26. De que cor é o teu computador? Preto.
 27. De que marca são as calças que estás a usar? Pijama.
 28. E a camisola? Pijama.
 29. E os sapatos? Meias.
 30. Tens quantos furos nas orelhas? 6.
 31. Estás sozinha? Não.
 32. Se não, com quem? Jô.
 33. Qual é a próxima viagem  que vais fazer? Daqui para casa, tomorrow.
 34. Pessoas que marcaram o teu verão 2010? Jô, Cate, Bé, Bruna, …
 35. És morena ou  loira? Morena.
 36. Ultima pessoa do sexo oposto que falaste sem ser da tua família? Tiago. 
 37. Estás a usar colares? Não.
 38. Ultima vez que fizeste compras? Janeiro.
 39. Ultima pessoa em que tocas-te do mesmo sexo? Jô.
 40. E do sexo oposto? Tiago.
 41. Alguém te surpreendeu ultimamente? Não.
 42. Que número calças? 37. 
 43. Chegas-te a ouvir blink 182? Não.
 44. Guns n' roses ou ac/dc? Guns n´ roses.
 45. Katy perry , rhianna ou ke$ha? Katy Perry.
 46. Kanye West, Eminem ou Jay-z? Eminem.
 47. Beyonce ou Shakira? Shakira.
 48. 30 seconds to mars ou muse?  Muse.
 49. Gostas da musica Afrojack feat Eva Simons - Take Over Control?  Não conheço.
 50. Love the way you lie PART I ou PART II? PART I.
 51. Mete no youtube " I JUST HAD SEX" e carrega na primeira musica, gostaste? Sim.
 52. Pessoa que vive perto de ti? Jô.
 53. Uma música que te faça pensar muito? Pedro Abrunhosa – Pontes entre nós .
 54. Uma música que ouves quando não estás bem? Pedro Abrunhosa – Não desistas de mim.

Mete as iniciais da pessoa que...
 1- Ultima pessoa do sexo oposto que beijaste sem ser na cara? T.
 2-  Pessoa do sexo oposto que te desiludiu? D.
 3- Tua/teu melhor amiga/o? A. R.
 4- Que abraças-te? V.
 5- Que des-te a mão? J.
 6- Que mexeste no cabelo? J.
 7- Que querias voltar a estar? T. 
 8- Que gostarias que se dessem melhor? A.
 9- Que gostarias de estar todos os dias? T.
 10- Que já beijaste nojenta? G.
 11- Que tiveste na web pela última vez? J.
 12- Que adorarias beijar neste momento? T.
 13- Gostavas de abraçar neste momento? V.
 14- Gostavas que a vossa relação continuasse como era antes? A.
 15- Que te fez sentir mesmo bem? A, R, T, V, J.
 16- Que tens muita raiva? D.

10 de fev. de 2011

#5 LETTER TO YOUR DREAMS

Queridos sonhos,
Quando era mais pequena, tudo em ti girava à volta de brinquedos, fadas, princesas, castelos e dragões. As coisas mudaram muito, não é verdade?
Sinto que, às vezes, vais mais além daquilo que podes. Sabes disso?
Nestes últimos tempos, tenho pensado muitas vezes no passado. Penso como estariam hoje as coisas se as formas de agir fossem diferentes.
Gostava que estivesses ao meu lado. Gostava que adormecêssemos juntos. Gostava que me apertasses a mão com muita força. Gostava que me beijasses a face. Gostava que me dissesses ao ouvido que não vais embora. Gostava que me deixasses chorar no teu ombro. Gostava que me abraçasses e dissesses que tudo irá correr bem. Gostava que me ligasses todas as noites. Gostava que a primeira e a última mensagem fosse tua, todos os dias. Gostava de te sentir meu. Gostava de me sentir tua. Gostava de não ter medo que quando fosses embora, não voltasses. Gostava que me fizesses rir, dia após dia. Acima de tudo, gostava que tudo fosse mais fácil.
És o meu sonho, o maior de todos. Queres torná-lo real?

«Todos nós temos as nossas máquinhas do tempo. Algumas nos levam de volta, elas são chamadas recordações. Algumas nos levam adiante, elas são chamadas sonhos.»

8 de fev. de 2011

#4 LETTER TO YOUR SIBLING (OR CLOSEST RELATIVE)



Irmã,
Hoje completas vinte anos. Quem diria. Quando olho para ti dou-te…15 anos (?) .
Desde crianças tivemos as nossas birras estúpidas, discussões sem nexo, gritos, choros. Também tivemos momentos de gargalhadas, brincadeiras. O típico.
Adoro ver-te irritada, adoro fazer-te perguntas constantemente , amarrar-te, insultar-te. Adoro andar com a tua roupa sem saberes e chegar a casa, com a maior das latas, e perguntar-te «Curtes?». Adoro quando nos rimos juntas das histórias de quando éramos pequenas, das minhas destruições fatais às tuas barbies, de me apoderar de todos os teus nenucos e coisas do género. Adoro a paciência que tens para mim, para as minhas mudanças de humor.
Somos tão diferentes. Mas tu és tu, sangue do meu sangue.
Quando foste embora senti a tua falta, a falta de discutir contigo todos os dias, de te enervar muito!  (Neste preciso momento deves estar a pensar «Eu sabiaaaaaa» -.-).
Apesar de todas as desavenças, críticas e “Odeio-te”, tu és a melhor irmã do mundo e eu tenho muito orgulho em ti.
Parabéns sister <3

6 de fev. de 2011

#3 LETTER TO YOUR PARENTS

Pais,
Herdei de vocês as melhores coisas que há no mundo.
Quando me perguntam com qual dos dois sou mais parecida a primeira resposta que me vem à cabeça é «Com o meu pai!». Não hesito. O feitio é o mesmo: o orgulho, a teimosia. Por outro lado penso «Da minha mãe herdei a força de vontade».
Vocês são o meu maior orgulho, o que de melhor tenho na vida.
Obrigada por todo o esforço que sempre fizeram para não me dar um “não” como resposta, por me fazerem crescer, pela liberdade e confiança que me dão.
Desculpem pelas vezes que não vos dei ouvidos, que não liguei apenas porque gosto que seja tudo à minha maneira. Desculpem cada vez que não superei as vossas expectativas e vos desiludi.
Se eu cair, prometam que me seguram :)


«Os nossos pais amam-nos porque somos seus filhos, é um facto inalterável. Nos momentos de sucesso, isso pode parecer irrelevante, mas nas ocasiões de fracasso, oferecem um consolo e uma segurança que não se encontram em qualquer outro lugar.»